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Arquétipos e Símbolos de Carl Jung

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Antes de se poder fazer uma definição mais consistente do que são de fato arquétipos e símbolos de Carl Jung é importante entender como ele fez a divisão acerca da psique!

De acordo com a percepção de Jung o nosso inconsciente é formado por dois tipos de camadas.

No caso, a camada mais superficial do nosso inconsciente foi denominada por ele como inconsciente pessoal, sendo que seus conteúdos são adquiridos de forma individualizada.

Eles ainda formam partes constitutivas da nossa personalidade individual, podendo ser considerados passiveis de acabarem se tornando conscientes!

Já a segunda camada, que é a mais profunda, é denominada por Jung como sendo inconsciente coletivo.

No inconsciente coletivo os conteúdos tendem a ser de ordem impessoal e também coletiva, representando uma importante base da psique que se faz presente em todas as culturas e também povos, sendo identifica em si mesma.

Para poder se consolidar tal pensamento, Carl Jung menciona em uma de suas citações que o inconsciente, de acordo com suas profundidades distintas tende a ter conteúdos de caráter coletivo.

Ele ainda cita que tais conteúdos se mantêm em estado relativamente ativo e por esse motivo ele os classificou como sendo inconsciente coletivo!

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O que São Arquétipos Junguianos

Arquétipos junguianos nada mais são do que componentes de caráter impessoal e coletivo que tendem a se apresentar por meio de formas de categorias que são herdadas!

Na verdade, referem-se à sedimentos formados por experiências de caráter constante, que eventualmente poderão ser vividos pelo o ser humano por meio de um processo repetitivo.

De forma geral, pode-se dizer que os arquétipos e símbolos de Carl Jung são traços e também qualidades que foram herdados e posteriormente compartilhados por todas as pessoas no decorrer de suas vidas.

Diferente do que ocorre no inconsciente pessoal, o inconsciente coletivo não tende a se desenvolver de forma individualizada – ele é impreterivelmente herdado!

É importante ainda destacar que os arquétipos, enquanto ainda imagens, são muito mais identificados na mitologia.

Isso pode ser percebido nos contos de fadas e também nas famosas lendas populares nas mais variadas culturas existentes.

É nesses aspectos que se pode identificar situações parecidas como a da “jornada do herói”, a “luta contra os monstros para salvar as mocinhas e princesas”, entre outras situações familiares.

Isso ainda pode ser percebido quando há o encontro dos variados panteões de caráter mitológico, como a imagens consistente entre “deuses e guerreiros”, “deuses do amor”, “a grande mãe”, entre outros!

Vale ainda salientar que um mesmo arquétipo pode acarretar uma grande soma de símbolos diferentes que podem ser amplamente associados a ele.

Um dos mais comentados e estudados nesse sentido consiste no arquétipo da mãe, que não somente se refere à Mãe que permeia a nossa realidade.

Isso porque nesse arquétipo ainda são envolvidos uma grande somatória de símbolos diferentes, como no caso da bruxa, da nutridora, da natureza, da virgem e muitos outros.

Todos esses importantes símbolos tem como capacidade central conseguir ativar os complexos que permitem impulsionar categoricamente a psique para que seja mantida a ideia de evolução.

Isso ainda permite consolidar o entendimento de que esses símbolos são um forte principio ordenador e até mesmo mobilizador, bem como pode ser os responsáveis pela destruição e paralização de forma a gerar neuroses.

Isso pode ocorrer principalmente em casos onde um determinado individuo não aceite seus complexos e demonstre resistência em aceita-los em diversos momentos diferentes!

Sobre esse ponto, Jung faz a seguinte observação: “O fato de ter complexos, ao invés não implica uma neurose, pois normalmente são os complexos que deflagram o acontecimento psíquico, e seu estado dolorido não é sinal de distúrbios patológicos. Sofrer não é uma doença, mas o pólo oposto normal da felicidade. Um complexo só se torna patológico quando achamos que não o temos”.

É importante destacar que há uma intensa confusão acerca dessa premissa onde se evidencia que os arquétipos são grandes possibilidades de representação acerca de imagens.

Já no que diz respeito aos arquétipos e inconsciente coletivo, Jung ainda faz a seguinte observação:

  • Há tantos arquétipos quantas situações típicas na vida. Intermináveis repetições imprimiram essas experiências na constituição psíquica, não sob a forma de imagens preenchidas de um conteúdo, mas precipuamente apenas formas sem conteúdo, representando a mera possibilidade de um determinado tipo de percepção e ação, Quando algo ocorre na vida que corresponde a um arquétipo, este é ativado e surge uma compulsão que se impõe a modo de uma reação instintiva contra toda a razão e vontade, ou produz um conflito de dimensões eventualmente patológicas, isto é, uma neurose.

De forma geral, portanto, os arquétipos e símbolos de Carl Jung referem-se a formas preexistentes que somente podem ser nomeadas e também representadas quando há acesso a nossa consciência!

E isso somente deverá ser feito por meio do uso de imagens. A manifestação de arquétipos é absolutamente pessoal.

Mas, é preciso ainda lembrar que a base de caráter intuitiva é sempre igual para todas as pessoas!

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Como Usar Arquétipos?

Diante de todos os pontos que foram especificados anteriormente no decorrer desse conteúdo, não há como negar que os arquétipos podem exercer uma grande influencia acerca das nossas emoções e ações!

Na verdade isso não ocorre somente na sua forma inconsciente ou consciente, bem como não depende do nosso desejo de tal interferência – é algo que simplesmente acaba ocorrendo.

Para facilitar esse entendimento é importante entender como os arquétipos podem ser apresentados:

  • Símbolos
  • Imagens
  • Cheiros
  • Sons
  • Comportamentos

Quando um determinado produto é associado a um arquétipo, pessoas que recebem esse estímulo acabam fazendo uma conexão automática entre os dois – e isso é denominado como neuroassociação!

Isso já é uma grande forma de validar a importância dos arquétipos na nossa vida cotidiana e também como eles podem ser usados em diversas situações.

Um bom exemplo que podemos adotar para esse entendimento é o significado que pode ser atribuído aos animais!

Logo quando pensamos na figura de um cachorro, por exemplo, tendemos a fazer algumas associações comuns, como: fidelidade, obediência, amizade e outros.

Já quando imaginamos a figura de um gato, logo acabamos associando a sua existência ao sentimento de independência e autoestima!

Todas essas associações são parte integrante do nosso inconsciente coletivo – tanto é que, quem possui um produto à venda no mercado e recorre ao uso do símbolo de um cão para seu logotipo logo que que os significados acima estejam atrelados à sua marca!

Isso porque a associação consiste no envio de uma mensagem para o nosso subconsciente, que permitirá uma aproximação sobre a representatividade proposta.

É importante ainda dizer que a formula que permite a associação entre arquétipos e produtos tem bons resultados não somente para promover a indução de desejos relacionados ao consumo, mas também para induzir outros comportamentos.

O fato de conhecer mais acerca dos arquétipos e símbolos de Carl Jung poderá lhe ajudar em diversos pontos, como:

  • Entender o que pode motivar as pessoas perante a ação de compra
  • Perceber formas de fazer com que os consumidores de uma marca fiquem mais engajados.
  • Saber de fato como fazer a condução de seus leads por meio de um bom funil de vendas promovendo estímulos assertivos.
  • Conseguir transformar seus leads e potenciais fãs

Mas, há ainda muitos outros pontos positivos que poderão ser atribuídos por meio desse conhecimento!

A Importância dos Arquétipos e Símbolos na Visão Junguiana

É importante dizer que o símbolo não se refere apenas a uma criação literária ou até mesmo uma invenção de forma pessoal – trata-se, acima de tudo de uma propriedade da nossa condição humana.

Isso porque todo pensamento e também toda a ação consciente que nos permeia poderia ser o resultado de um processo absolutamente inconsciente focado na simbolização de um determinado momento de nossas vidas.

Por esse motivo o símbolo refere-se a um importante veículo de comunicação que envolve a psique individual ao inconsciente coletivo, bem como entre o consciente e o inconsciente.

É justamente nesse ultimo que podemos perceber que os arquétipos podem ganhar forma!

Segundo Jung os arquétipos não se referem a ideias que tenham sido herdades, mas sim possibilidades herdadas!

Nesse sentido, os arquétipos não poderiam ser determinados perante seu conteúdo, mas por sua forma!

No caso dos mitos poderíamos classificar que eles são, portanto, recordações ancestrais de situações naturais e também culturais ou até mesmo uma elaboração de fantasias acerca de fatos reais.

Eles poderiam ser vistos como uma expressão simbólica de sentimentos e também de determinadas atitudes inconscientes de um determinado povo.

Conforme a humanidade se permite vivenciar novas experiências, tende também a automaticamente obter novas habilidades e também conhecimentos e é ai que os mitos acabam se tornando novos símbolos.

E esses símbolos começam também a exprimir imagens de poder dos arquétipos primordiais – ou seja, é um ciclo evolutivo.

Uma boa margem desse entendimento pode ser atribuída em decorrência da agricultura. Com o passar das décadas o ser humano entendeu que poderia manipular a terra, bem como trata-la e cuidar!

Isso permitiu um avanço para que pudéssemos ter acesso a uma maior quantidade de frutos e entendimento sobre a terra e o que ela necessita para ser mais produtiva.

Mitos como de Deméter, por exemplo, são as grandes representações de arquétipo mãe, que permitem a apreciação de uma sociedade agrícola.

Diante disso, fica evidente que quando o ser humano consegue realizar um grande feito é por um motivo muito objetivo – ele conseguiu superar suas adversidades de sua condição humana.

Existem muitos (muitos mesmo) arquétipos, porém 12 deles acabam sendo considerados os mais básicos.

Eles ainda podem ser divididos em 4 grupos distintos, levando em consideração os 4 impulsos humanos. Confira no próximo tópico mais sobre esses aspectos.

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Os 12 Arquétipos Comuns de Carl Jung

Os 12 arquétipos e símbolos de Carl Jung, como dito anteriormente podem ser divididos em 4 grupos diferentes – e esses grupos são baseados nos principais impulsos humanos. Confira abaixo quais são eles:

  • Mestria e risco – refere-se a quando queremos de fato fazer algo realmente notável e ainda ser lembrado por tal feito. É quando lutamos por algo que faz parte dos nossos sonhos. Para esse grupo os arquétipos são:
    • Herói – quando ativado ele tende a se fortalecer como um desafio, não corresponde à injustiça!
    • Fora da lei: também é conhecido como “revolucionário”. É a sedução pelo fruto proibido e se permite a algumas qualidades sombrias da nossa cultura, ou seja, qualidades que não são bem vistas socialmente.
    • Mago: é a representação pela busca de princípios cruciais que ajudam a reger o funcionamento das coisas e coloca-las em prática para que elas possam acontecer.
  • Independência e auto realização: consiste no desejo da solidão, de refletir e procurar meios de conhecer os eu verdadeiro eu. Para esse grupo os arquétipos são:
    • Bobo da corte: quando ativo a pessoa quer somente se divertir. É a busca pela recuperação do espirito brincalhão que era tão comum a nós na infância.
    • Cara comum:  quando esse arquétipo se mantém ativo, a pessoa poderá usar vestimentas mais simples ou trajes que não fujam ao comum. Seu objetivo é igualdade.
    • Amante: Esse arquétipo refere-se ao desejo de conexão mais profunda, desde que seja pessoa, genuína e íntima!
  • Pertença e grupo: refere-se a uma ajuda para quem está em busca de se enquadrar a um grupo:
    • Criador: ao se estabelecer ativo, a pessoa tende a se sentir mais compelida a inovar e criar, podendo se sentir sufocada quando não consegue.
    • Prestativo: é mais altruísta, guiado pela paixão e pelo anseio de ajudar o próximo.
    • Governante: É quem se mantém sempre no comando e controle, é responsável e sabe de sua importância.
  • Estabilidade e controle: quando almejamos um maior controle acerca das coisas, um poder em mãos os arquétipos desse grupo de manifestam:
    • Inocente: quanto ativado em uma pessoa, ela se sente atraída para uma maior certeza, consegue ter ideias positivas e se mantém mais esperançosa.
    • Explorador: Quando esse arquétipo se manifesta, a pessoa é estimulada a explorar mais o mundo ao seu redor, e durante esse processo consegue se entender melhor.
    • Sábio: permite um grande anseio em aprender por aprender simplesmente. Quando há sua manifestação ocorre uma forte motivação e também interesse por parte do aprendizado.

Para se aprofundar mais a esse respeito, conheça o curso ministrado pelo Dr. Carlos Byington, Curso gratuito de Psicologia Simbólica Junguiana e saiba tudo sobre arquétipos e símbolos de Carl Jung!

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